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Déficit de Crescimento

Por Dr Cristiano Barcellos

 

  O déficit crescimento e a baixa estatura têm várias causas, as quais podem ser subdivididas em endocrinológicas e não endocrinológicas.

 

  Causas não endocrinológicas de baixa estatura

  Dentre as várias causas não endocrinológicas de baixa estatura, merece destaque a baixa estatura constitucional do desenvolvimento, que não é considerada uma doença, mas uma variação normal da população.

  A baixa estatura constitucional do desenvolvimento caracteriza-se pela redução da velocidade de crescimento e pelo atraso da puberdade. Entretanto, nesta condição observa-se que na fase adulta a estatura final grealmente será normal, sendo que em alguns casos pode-se observar uma estatura um pouco abaixo da prevista em relação à estatura dos pais. Nestes casos, isto ocorre pelo crescimento ter sido abaixo do esperado durante a puberdade.

  Outra freqüente causa de baixa estatura não endocrinológica é a baixa estatura determinada geneticamente, ou seja, o déficit de crescimento relacionado com o padrão familiar.

  Outras causas não endocrinológicas de déficit de crescimento incluem desnutrição, presença de doenças crônicas (doença renal crônica, doenças intestinais, doenças hematológicas, doenças cardíacas, dentre outras), uso prolongado de alguns medicamentos (como glicocorticóides), além de doenças específicas, como acondroplasia, tumores do sistema nervoso central, doenças psicológicas e algumas síndromes (síndrome de Down, síndrome de Turner, síndrome de Laurence-Moon, síndrome de Biedl-Bardet, síndrome de Prader-Willi e síndrome de Noonan).

 

 Causas endocrinológicas de baixa estatura

  Dentre as causas endocrinológicas de baixa estatura, destacam-se: a deficiência de hormônio do crescimento, o hipotireoidismo, o diabetes mellitus, a deficiência de vitamina D (raquitismo), o diabetes insipidus, o pseudo-hipoparatireoidismo e a síndrome de Cushing.

  Estas doenças devem ser investigadas e tratadas pelo endocrinologista. Em todos os casos, o diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível, pois quanto antes o tratamento for instituído, melhores serão os resultados.

 

                                                

 

  O tratamento endocrinológico inclui a correção das concentrações hormonais, seja por sua deficiência ou excesso.

  No caso do diabetes mellitus, observa-se que crianças e adolescentes apresentam geralmente o diabetes tipo 1, de modo que o controle glicêmico deverá ser obtido com orientação dietética e insulina. A reposição do hormônio específico deve ser instituída nos casos de: deficiência de hormônio do crescimento, hipotireoidismo, deficiência de vitamina D e diabetes insipidus. No caso de síndrome de Cushing, o excesso de cortisol deverá ser controlado através de cirurgia e/ou medicamentos. Em alguns casos de pseudo-hipoparatireoidismo, há benefícios da estatura com o emprego de vitamina D.

 



 

Resumo do Curriculo

DR. CRISTIANO BARCELLOS

Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos em 1998


Título de Especialista em Endocrinologia conferido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) em 2003 Leia mais


Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 2008


Professor da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP)


Médico colaborador do Ambulatório de Hirsutismo do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP)

Médico da Equipe de Retaguarda de Endocrinologia do Hospital Sírio Libanês Leia mais